“Teenage Dream”, por Katy Perry – Review

22 ago

Katy Perry começou sua carreira (desconsiderando a sua época gospel) já com o pé direito. Seu primeiro álbum, One of the Boys, foi considerado um dos melhores de 2008 pela Billboard e edições de revistas recentes já a consideram como a ‘nova rainha do pop’, mesmo com apenas 1 CD e um EP oficialmente lançados até agora.

Em seu novo álbum Teenage Dream, ela mantém o ecleticismo que envolveu One of the Boys, mas com um pouco mais de maturidade, tanto pessoal, quanto profissional. Sua voz – muito mais desenvolvida, como já era de se esperar – se mantém estável durante praticamente todo o álbum, recebendo efeitos apenas no hit “California Gurls”, na dançante “Peacock” e na viciante “E.T.”.

Pelos quase 50 minutos de música, pode-se perceber que quando Perry é boa, ela é realmente incrível; mas quando ela tende a ser ruim, consegue ser péssima. É bem bipolar: enquanto “Last Friday Night (T.G.I.F.)” – provavelmente a melhor música do álbum, apesar da letra descartável – quase nos prende a ficar ouvindo num loop infinito, “Firework” traz uma espécie de balada com batidinhas eletrônicas irritantes ao fundo, que, convenhamos, não tinham necessidade alguma de estar alí. Já nas baladas mais específicas, a dona do hit “I Kissed a Girl” acerta em cheio, como visto em “Pearl” e na melancólica “Not Like the Movies”, que valorizam o que deve ser valorizado — sua voz. Em contrapartida, apesar de “Who Am I Living For?” ser uma música agradável, Perry falha ao tentar gritar à la Christina Aguilera, e faz sua voz parecer forçada e até mesmo rouca.

Em suma, Teenage Dream, cheio de altos (mantição de músicas puxadas para o poprock como “Hummingbird Heartbeat”) e baixos (péssima composição, como a tentativa de rimar “foreplay” com “forte” em “Circle the Drain”), é mais um grande passo na carreira de Katy Perry (que foi uma das únicas cantoras da atualidade a manter a originalidade e não sentir a necessidade de tentar seguir o excêntrico, excessivo e cansativo estilo de Lady Gaga – isso deve ser dito), e também a prova máxima de que ela marcou seu lugar no cenário pop atual.

Um comentário sobre ““Teenage Dream”, por Katy Perry – Review”

  1. Mateus 22. ago, 2010 at 14h57 #

    Firework irritante? Nunca ein, Pearl sim que é bastante irritante. CONCORDO PLENAMENTE SOBRE “WHO AM I LIVING FOR” ok

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